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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E-book Gratuito


Num esforço colaborativo, conseguimos lançar esta semana o e-book FILHOS SEGUROS, PAIS TRANQUILOS, organizado por Volney Faustini, com outros doze co-autores. É deveras um número emblemático esses doze colaboradores - mas não tem nenhuma outra pretensão. A idéia é contribuir para a discussão e o entendimento desse tema com pais e educadores.

Veja só o sub-título: Entendendo o potencial da internet, e garantindo a integridade dos nativos digitais. Realmente tem tudo a ver com momento atual!

Você pode baixar o arquivo ou ler diretamente na internet neste link do Scribd.

Volte e nos informe o que achou e quais perguntas adicionais devemos responder!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Desafios


Em tempos de mudanças drásticas, são os aprendizes que herdam o futuro. Os que já aprenderam se vêem preparados para viver em um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Entendendo o desafio


Os melhores professores são aqueles que lhe apontam para onde olhar, mas não lhe dizem o que você deve ver.

Alexandra K. Trefor

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fala professor Pacheco!


UOL Educação - Onde mais ocorre o desperdício nas escolas?

Pacheco - O desperdício de tempo também é enorme em uma aula. Pelo tipo de trabalho que se faz, quando se dá aula, uma parte dos alunos não tem condições de perceber o que está acontecendo, porque não têm os chamados pré-requisitos, e se desliga. Há um outro conjunto de crianças que sabem mais do que o professor está explicando - e também se desliga. Há os que acompanham, mas nem todos entendem o que o professor fala. Em uma aula de 50 minutos, o professor desperdiça cerca de 20 horas. Se multiplicarmos o número de alunos que não aproveitam a aula pelo tempo, vai dar isso.

O desperdício maior tem a ver com o funcionamento das escolas. Os professores são pessoas sábias, honestas, inteligentes e que podem fazer de outro modo: não dando aula, porque dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão.

Leia a entrevista completa aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Missão Quase Impossível


Imagine que você foi contratado por um país distante para montar uma nova Escola, que deverá usar os melhores recursos à disposição para ser um case modelo. Como resultado disso, espera-se que seu Projeto seja bem sucedido para influenciar a Educação e os rumos da pedagogia daquela nação.

Esse é um Projeto de alta prioridade. Você poderá colocar o que há de melhor em termos de recursos e meios, para auxiliar e fortalecer o professor e a sua Escola. Assim, você instala equipamentos, utiliza-se de metodologias moderníssimas, agrega tecnologia, trazendo o que háde melhor e mais novo no segmento educacional. Tudo muito perfeito.

Há porém um detalhe. É certo que você deva gastar um tempo adicional (1) entendendo aquela cultura, (2) contextualizando seu currículo às realidades do país, (3) respeitando os interesses da sociedade quanto ao presente e ao futuro dessas crianças, (4) contratando iguais para melhor exercer a pedagogia ... Enfim, seguir um receituário do bom senso. Por isso, além do uso eficaz de investimentos, voce vai agregar gente nativa, da cultura local, que vai ajudar a formar a criança como um cidadão para aquele país!

A missão é difícil mas não impossível. Agora pergunto: e em se tratando de nossa realidade?

Hoje nos vemos diante de um grupo etário com cultura, comportamento, hábitos, influências, linguagem, repertório, vocabulário e atitudes TOTALMENTE distintos dos mais velhos. Ou seja - os que estão no comando e à frente da responsabilidade de ensinar, não são nativos (no sentido de terem nascido dentro daquela cultura). Tudo leva a crer que estamos na verdade diante de um desafio ainda mais profundo e complexo do que a hipótese levantada ao início.

O que fazer então? Parte do que estamos a discutir aqui (inciando pelo menos) e as questões que se levantam - e contando assim com a preciosa ajuda de nossos queridos leitores - é que formará um melhor entendimento do que significa o Novo Aprendiz.

Mas pelo jeito - e está cada vez mais patente - que os 'ensinadores' deverão ser os primeiros a atuarem como aprendiz. Bem vindo aos novos tempos!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pedagogia do Harry Potter


Não li o livro. Por enquanto! Não vi o filme - talvez por enquanto. Mas tendo em vista essa preocupação crescente, não será dificil me ver embarcando com o pequeno bruxo.

Um dos mais avançados centros de estudos da matéria (essa tal de bandeira o novo aprendiz) fica no MIT - e chama-se Convergence Culture Consortium - dirigido pelo não menos famosos Professor Henry Jenkis. Em seu blog, ele traz o testemunho de Flourish Klink. Debaixo do tema: A idéia radical de que crianças são pessoas, ele publica um paper escrito por uma de suas alunas. Das coisas que Flourish se lembra bem e com pertinência, de seus tempos escolares, é o computador que ganhou de seus pais (e a possibilidade de se conectar à internet). Relata que isso foi quando tinha seus 12 anos de idade.

A chave para seu crescimento (e conquistas além da escola), veio a ser o compartilhar de suas criações - textos que publicava, sempre focados na história de Harry Potter. Apesar de suas limitações juvenis, ninguém sabia ao certo sua idade. E com o passar do tempo sua articulação mental aprimorava e suas expressões ganhavam relevância.

Foram esses espaços comuns ('affinity spaces') que permitiram que seu aprendizado fosse contributivo e positivo. É ela quem testemunha:
[Tudo isso] ... me levou a escrever, a ler, a fundar uma organização sem fins lucrativos, e pelos céus, tudo isso antes de ter chegado aos dezesseis anos. Comparando, meu tempo no ensino médio parece vazio, sem nada, um lugar circunscrito a se pegar o diploma ...


E em seguida ela enfatiza:

Creio que a primeira resposta é "não lhes dê nada". Essa relação de poder tem que ser abandonada.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Alunos Especiais

Muito se tem discutido sobre alunos especiais. Uma discussão antiga - que trata daqueles que necessitam de um acompanhamento diferenciado.

Agora a pergunta que não quer calar: e se na sua classe de aula hoje, encontrarmos alguns alunos diferentes que necessitam de um aprendizado diferenciado, o que voce faria?

E agora a afirmação que não queremos ouvir: todos os nossos alunos são diferentes entre si!

Participe da discussão.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Contato e Identificação


É certo que hoje, um dos desafios maiores para os professores e educadores, está no contato e identificação com seus alunos. Tornar-se parte do todo, e de um todo indivisível e associado, é vital para a boa pedagogia.

Não há comunicação sem rapport. Sobre isso voltarei para aprofundar. Mas hoje o foco está em não sermos um ET dentro da sala de aula: alguém que veio de outro planeta.

A imagem mais forte do filme é a cena dos dedos se tocando. Spielberg que sempre teve fascinação pelo tema, recorre a esse simbolismo para dar sentido à identificação da criança com aquela estranha criatura. Havia algo de mágico na sinceridade e singeleza da criança, ao aceitar um extra-terrestre como parte de sua turma.

O desafio portanto ultrapassa a aparência física, ultrapassa até mesmo os hábitos ou mesmo comportamentos diferentes do ET diante de uma criança ocidental de primeiro mundo. O que estava em jogo era mais para o lado da sinceridade e da fraqueza do visitante, e de como isso demanda na criança um voluntariado para entrosá-lo na vida e no cotidiano.

O recurso a mão, para ser utilizado é menos do lado artificial ou de apetrechos - como por exemplo procurar ser mais jovem do que aparentamos, e muito mais para a sinceridade e a naturalidade. Não podemos mudar quem somos. Mas podemos ser nós mesmos, com naturalidade e autenticidade.

Pode até ser a fórmula do ET. Mas essa fórmula dá certo!